Vatapá (O dia em que Samuca assumiu o fogão)

Facebooktwittergoogle_plusredditmail
Print Friendly

Samuel Lima (@samucalima) é amigo daqueles a quem se pode emprestar o fogão sem receios. Com habilidade e boa prosa ele prepara coisas que remontam suas origens paraenses agregando histórias da cultura do norte que são sempre delicosas. Ao saber que Soninha tinha trazido uma boa porção de camarões secos direto de Belém se candidatou a preparar um vatapá. E não precisou insistir na ideia.

Quando Samuca chegou na cozinhas na manhã gelada do último domingo, os camarões já estavam de molho desde a noite anterior, dessalgando. Numa tigela esperavam oito pães picadinhos mergulhados em um litro de leite de coco e pouco mais de um copo de leite. A pedido, tanto o leite de coco quanto o de vaca eram ligth.

O camarão dessalgado e descascado foi para uma frigideira grande onde se fez um refogado. Primeiro uma cebola grande picada, depois três tomates picados, meia xícara de cebolinha picada e, por fim os camarões. Quando o refogado ficou no ponto, reservou-se.

A parte suada da receita começa agora. Numa panela de borda bem alta coloque a mistura de pão com leite e leite de coco e, com uma colher de pau, esmigalhe o pão o quanto conseguir. Ligue o fogo e não pare de mexer a mistura por 45 minutos. Dói o braço! Quando estiver quente a mistura e bem homogênea junte cerca de 150 ml de azeite de dendê e siga mexendo sem parar. Conforme a necessidade vá colocando mais leite e um pouco de água. E siga mexendo. Quando tiver um creme liso e borbulhante, lá nos 45 minutos de trabalho, misture o refogado de camarão e um pouco mais de cebolinha picada. Mexa mais um pouco, desligue o fogo, tampe a panela e deixe o vatapá descansar por uns dez minutos.

Sirva com arroz e tenha uma boa pimenta para que cada um adicione ao seu gosto.

Depois de nos deliciarmos com o vatapá e a agradável conversa com o chef Samuca preparamos tapiocas de coco e leite condensado para a sobremesa. Fechou com chave de ouro a visita especial!

 

10 Comments

  1. Lorena Trindade says:

    Geeente, nunca vi tanta maldade num post só. Se ainda tivessem parado no Vatapá, mas não, continuaram enfiando o punhal ao falarem sobre a sobremesa: a tapioca.

  2. Maria Elisa Máximo says:

    Deste jeito, a gente morre de vontade e… de saudades. O domingo deve ter sido uma delícia mesmo. Beijos nos dois.

  3. Samuel Lima says:

    Lô e Elisa, amadas!

    Saudades de vocês duas, meninas! Quem sabe a gente não arma algo assim por ocasião do niver do “Raimundo” (em agosto). Vamos combinar? Além da boa comida, prosa maravilhosa, a gente ainda pode tocar uma violinha… Que tal?

    Beijos nos corações, com imenso carinho!

    Samuca

    P.S.: Gratíssimo ao Gastãozinho e profa. Soninha pelo empréstimo daquela jóia (aquilo não é uma panela…).

  4. E não é que teve cuia e tudo? =]

  5. Quando me emprestarem o fogão, posso ter a honra de usar esse avental também?

  6. Carlos Pinto says:

    Samuca,
    alem de conhecer esse famoso vatapá de longa data, sendo inclusive um aplicado ajudante nas “trocas de plantão” pra nao se parar de mexer a mistura, vejo o estimado amigo em um garboso e imortal avental.
    Caiu-lhe muito bem
    Forte abraço

    • Samuel Lima says:

      Dr. Carlos,

      O avental é belo, sem dúvida. Ainda aguardo os xingamentos dos meus amigos colorados, em especial o maestro Jacques Mick. Mas, confesso minha admiração pelo tricolor e suas histórias, sempre épicas.
      Vamos marcar um próximo na sua casa, mô quirido. Beijos no coração, extensivos à profa. Maria Raquel e família.

      Samuca

  7. Nem precisas esperar pelo Jacques: eu te xingo!! tudo ia tão bem até ver a foto desse avental…acho – aliás, tenho certeza! – que ficarias beeeeem melhor num avental vermelho e branco…até o vatapá ficaria mais no jeito que deve, mais na pimenta!!!
    Deu vontade…Nunca vi uma catarina gostar tanto de comidas lá de cima…
    Joy

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*