Galinhada à valenciana

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O nome deste prato é uma invenção, e talvez não diga muita coisa. Fiz este prato várias vezes e sempre fez sucesso. É na verdade parecido com uma paella, leva ingredientes de paella, tem cara de paella, é feita com a técnica básica da paella, mas não sinto confiança em chamar, por exemplo, de paella de frango. Comi algo parecido em Buenos Aires com o nome de Pollo com arroz à valenciana. Então, à minha versão dei o nome que encabeça este post. Não é bom chamar de paella: vai que desacata algum fundamentalista.

Antes de tudo é preciso fazer um bom caldo de galinha (veja post neste blog).

Numa panela ampla, de preferência destas de fazer paella, colocamos fatias de bacon em boa quantidade (de preferência um bacon com bom equilíbrio entre carne e gordura) e deixamos derreter e soltar gordura na panela.

Sobre o bacon vai o frango. Gostamos de usar sobrecoxas em pedaços grandes, inclusive com os ossos. Tempere antes com sal, pimenta e alho. Ele precisa ficar bem dourado em todos os lados. Linguicinhas calabresas, destas fininhas, aparecem na história pouco antes do frango estar no ponto de seguir adiante.

Quando o frango está na cor ideal, entram na panela cebola em fatias grossas, cenouras cortadas em bastões e vagens inteiras. Deve-se mexer delicadamente, mas garantir que haja homogeneidade. Quando o primeiros vegetais estiverem começando a murchar chega a vez dos cogumelos paris (pode-se usar outro tipo) e dos pimentões verdes, vermelhos e amarelos, também em tiras.

Rápida mexida e o pulo do gato: acrescente um tempero apropriado para paella.  O ideal é usar açafrão em pistilos, mas pode-se usar a mistura pronta “El Pajellero” que se encontra em supermercados e é muito confiável. Na falta dos pistilos, iria usar o tempero industrializado, mas li na caixinha “contém glútem”, o que causaria problemas para um comensal celíaco. Então simplifiquei usando apenas o açafrão da terra, ou cúrcuma, mesmo sabendo que não é a mesma coisa.

Logo que o cúrcuma der a cor amarelada aos ingredientes, entre com o arroz, cuidando para espalhá-lo por igual na panela. Aí veio o caldo que borbulhava ao lado. Não mexa jamais o arroz! Em 20 minutos o arroz estava soltinho, amarelo e cheio dos sabores dos ingredientes.

Nos dez minutos finais espalho sobre tudo mais tiras de pimentão e bastante salsinha picada. O visual “cresce” e o perfume também.

Esta galinhada foi produzida neste domingo, sobre o fogão a lenha da sogra. Eram cerca de 20 pessoas com garfo em punho. Maravilha!!

 

One Comment

  1. almoço na vó.. ai que saudades – menos da louça pra lavar depois!
    aposto que estava super delicioso!

    aqui na Alemanha dizemos “lecker” /léka/ para gostoso!

    beijos

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