Giovanni Secco – Vinhos

giovanni secco

Giovanni Secco é aquele cara que não conseguiu ser o especialista exigido no final do século XX, embora seja um experiente revisor de textos simplesmente porque precisava definir e ter uma profissão rentável. No resto é medíocre em tudo, na acepção mais neutra possível do termo. A relação dele com vinho começa quando ganhou uma garrafa de Cousiño Macul aos 18 anos, quando o mercado ainda era fechado para produtos importados, com exceções como as garrafas azuis alemãs festejadas no réveillon. A Cousiño Macul foi tratada com respeito, e a partir dela este descendente de colonos italianos e alemães sem qualquer requinte gastronômico tem se aproveitado da facilidade em perceber nuances em cafés, azeites de oliva, temperos, gorduras e securas, cervejas e vinhos. Tudo dentro de uma mediocridade que combina com, não queria rimar, liberdade de ter prazer com os lugares comuns e com um chiqueiro bem fedorento.

Vinho bom é vinho bom

Vinho bom é vinho bom, e mau gosto não se discute. Prezo pela indiferença se bons vinhos são aqueles de que gostamos, porque não se compartilha gosto, embora gostos até coincidam ou nos programemos para coincidi-los. Sobre o que é vinho bom, informo ali adiante, mas já adianto que vinho bom pode ser ruim e […]...

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