Pavlova com uvas

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Pavlova

 

Há que se ter uma boa dose de paciência para viver neste mundo (até porque não temos outro!). Paciência com os discursos incendiários e egocêntricos. Com a brutalidade como o mercado se apropria e transforma em lucro um bocado de boas iniciativas. Paciência  com a falta de generosidade. Paciência para parar e olhar com calma, contemplar  as coisas simples da vida (e isso não é um clichê!). Paciência com a gente mesmo…

Neste começo de ano a tentativa por aqui foi e continua sendo de desacelerar. Não à toa, resolvi  fazer uma receita que me fizesse exercitar a paciência. Não se trata de algo difícil, mas exige alguns cuidados e um tempão…

Para os experts fazer suspiro parece ser facílimo. Eu, como uma boa perfeccionista e resistente ao uso de tanto açúcar, sempre me dei mal fazendo este doce. Mas como a esperança é a última que morre, resolvi fazer Pavlova como sobremesa no jantar de réveillon. Uma saga. Tudo isso pra provar que, com paciência e persistência faremos um ótimo 2015.

Como fiz a foto à tarde, não coloquei o chantilly, feito e colocado na hora de servir. A versão servida tinha sobre a Pavlova, o creme chantilly, uvas abertas, sem os caroços e um pouco do coulis de framboesas.  Ficou bom, mas vamos combinar que o suspiro é muito doce e é uma sobremesa que dá um certo trabalho para comer.

Quer fazer? Aventure-se.

Pavlova (receita do livro Le Cordon Bleu – Todas as Técnicas Culinárias)

– 3 claras

– 175 g de açúcar

– 1 colher (chá) de vinagre de framboesa ou de vinho

– 1 colher (chá) de fubá (não coloquei mas deveria ter colocado pois ajuda a tirar a umidade)

– acrescentei um punhado de pistaches, sem sal moídos grosseiramente (opcional)

Forre uma assadeira com papel manteiga. Bata as claras em neve firme e junte metade do açúcar, batendo sempre. Misture aos poucos a outra metade, o vinagre e o fubá. Por fim acrescente os pistaches e mexa com uma colher. Coloque porções do merengue na forma fazendo uma cavidade no centro. Usei um bico de confeitaria para facilitar. O ideal é fazer o merengue no formato de um ninho e não fazê-lo muito fininho.

Leve ao fono e asse a 150ºC (baixei a temperatura do meu forno ao mínimo passível, deixei ele meio aberto e assim ficou por mais de uma hora). Para fazer merengue é necessário que o doce seque sem dourar muito e isso só se consegue com pouco calor e longa duração de forno. Aqui entra a paciência para esperar e a atenção (tensão) de acompanhar o cozimento.

Depois de pronto, deixe esfriar e sirva com um pouco de chantilly e frutas frescas picadas. As frutas mais ácidas e azedinhas são as melhores para contrastar com a doçura do merengue.

 

 

 

One Comment

  1. MARIA DE LOURDES ARAUJO says:

    amei sua receita!!
    parabéns.

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