Biscottis – leituras e gostosuras

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Gastão ganhou o livro Aprendiz de cozinheiro: Separar, viajar e… cozinhar na França e na Itália  de Bob Spitz. Acabei lendo antes dele.

Do que se trata: Bob é um jornalista de Nova York, autor do best-seller The Beatles.  No Aprendiz de cozinheiro, usa os elementos da vida pessoal para dar o tom de aventura à busca frenética e compulsiva por aprender a cozinhar. São temas a sua separação e uma relação pra lá de complicada com uma suposta nova paixão. É um cara na casa dos cinquenta, em crise, que vê na cozinha uma porta para a fuga, ou uma nova possibilidade.  A vida pessoal o impulsiona a um projeto de quatro meses viajando pela França e Itália para ter aulas de culinária. Não qualquer cozinha, mas aulas com chefs de nome internacional, cheios das estrelinhas no guia Michelan.

No ritmo de um texto nada excepcional mas humorado por vezes, e arrogante em outras, vai preenchendo as páginas entrecortando suas aventuras e supostas desventuras com algumas receitas.

A sua agente é fantástica para fazer contatos.  A vida muito dura do nosso companheiro se passa em super hotéis e excelentes cozinhas, algumas famosas, outras dos roteiros de turismo.

Minha dica é fazer dele uma leitura para depois de qualquer refeição quando  sentir-se muito satisfeito, porque há o risco de despertar uma vontade absurda de comer. Como ele fala de comida boa o tempo todo, a sensação é que você está morrendo de forme. Num dos capítulos, que li antes de dormir, ele escreve sobre as maravilhas do bacalhau. Passei a noite sonhando com o bacalhau mais fantástico que eu já comi. Acordei arrasada!

A gastronomia francesa é experimentada pelo requinte, manteiga – muita manteiga! -, e o sabor do interior da França com as peculiaridades de uma culinária mais voltada à comida caseira. Foi ótimo passear com o autor por alguns cenários conhecidos, mas não se iludam só as ruas foram as mesmas, os hotéis e, principalmente, os restaurantes que ele frequentou, não são para esta brasileira com seus parcos reais.

O livro confirmou minha expectativa e encanto pela gastronomia italiana. Confirma a história de vários amigos e amigas em suas recordações sobre a vida e o amor dos italianos voltados à cozinha. O gosto pelo azeite, os tomates e o basilico. A simplicidade e ao mesmo tempo a profusão dos sabores vindos daquelas cozinhas.

Vale a leitura pra quem gosta de comer, de cozinhar, de beber um bom vinho, ou até pra quem pretende viajar. Leitura fácil e leve, ideal para aquelas horas de ócio. Quando o autor se porta como um americano muito americano, com sua síndrome de superioridade sobre a humanidade, a gente relativiza, briga um pouco com ele e passa adiante. Afinal é só um livro pra se divertir.

A cada curso de culinária ele compartilha uma receita. A maioria delas de preparo relativamente fácil. Isso é muito bom. Terminado o livro escolhi, para começar a degustá-lo,  a receita de um biscoito. A propaganda que ele faz é boa e os ingredientes deliciosos. Vale conferir. Acho que o meu ficou meio achatado, provavelmente a massa muito úmida. Mas o sabor é tão bom e tão suave que resolvi compartilhar. Um doce gostoso pra adoçar a semana.

Biscotti Celestiais

¼ de xícara de cada: uva passa brancas, damascos secos, ameixas secas

1/4 de xícara de cada: amêndoas inteiras, avelãs, pistaches

Raspas de casca de limão

1 xícara de farinha de trigo

1 xícara de açúcar de confeiteiro

1 ½ colher de chá de fermento

2 ovos grandes

Aqueça o forno a 180 graus. Corte as frutas em pedaços graúdos e misture com as nozes inteiras e as raspas de limão.

Numa tigela grande misture o açúcar, a farinha e o fermento. Em outra tigela bata os ovos e depois derrame-os lentamente, gota a gota, sobre a farinha, até a mistura ficar ainda um pouco seca, sem estar totalmente unida. (Retire parte dos ovos se a massa começar a parecer com massa de torta; caso contrário ela ficará muita úmida. Foi o que aconteceu com a minha! A gente descobre isso no forno, quando a massa começa a assar.) Depois acrescente as mistura de frutas e nozes até ela se tornar pesada e pegajosa.

Despeje o conteúdo sobre uma superfície coberta de farinha, divida em três partes iguais e com as mãos enfarinhadas, enrole cada pedaço como uma salsicha de uns 20cm, mantendo nas extremidades a mesma espessura. Coloque sobre uma forma, coberta com papel manteiga ou alumínio e asse por 25 min., até os rolos ficarem firmes e dourados. Retire do forno e reduza o calor para 130 graus, deixando que o forno esfrie por cinco minutos. Enquanto esfria, numa tábua de corte, fatie os “ rolos” em pedaços de 1, 5 cm e leve-os de volta ao forno, para assar por mais 15 minutos. Rende aproximadamente duas dúzias de biscoitos.

Livro:  Aprendiz de cozinheiro: Separar, viajar e… cozinhar na França e na Itália –Bob Spitz:  Zahar, 2010

 

4 Comments

  1. rogério christofoletti says:

    Já falei a vocês: sou um bárbaro, um selvagem na cozinha.
    Estou curtindo demais o blog de vocês.
    Só descobri um defeitinho: consigo ler, indicar e comentar, mas não consigo provar os pratos… será que é o meu navegador?
    abs

  2. Faz tempo que estou “mentalmente” ensaiando para fazer biscotti, mas ainda não havia caído nenhuma receita maravilhosa nas minhas mãos… Olha que coisa boa, agora tem!

    Beijos!

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